
Meus olhos precisos não enxergam seu sorriso,
Meus ouvidos apurados não ouvem sua chegada,
Meus lábios nunca tocaram os
seus,
Mas consigo sentir as batidas do seu coração.
Se me contento em lhe saldar ‘boas noite’, satisfaço minhas vontades?
Se me entrego às loucuras que minha
mente “supostamente” deseja,
Corro risco de marginalizar com a insanidade do arrependimento.
Contenho ideias e atitudes,
Suprimo meu desespero e
Sobrevivo a noites mal dormidas.
Aumento o volume dos
meus fones de ouvido,
Para esquecer os problemas e me esconder do próprio
desespero.
Como o ápice da
covardia,
Descarrego o saldo de toda essa insuficiência
Descrevendo inverdades
a sombra de papel e caneta.

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