Ele é implacável e imparável.
Mas deveria tentar...
O Sol está se ponhe outra vez.
Dando início a primeira vigília da noite.
Ainda luto pra por fim em meus dilemas,
Antes que se finde a quarta vigília.
Entre duas vigílias cresce o silencio.
Sobre o silêncio?
Ele é maior agora,
Dificultando a audição de minhas próprias batidas,
Aumentando a ausência do calor,
Impulsionando o inverno...
Parece que o frio castigou nossas árvores.
Ludibriou nossa percepção,
Sobre a qual já reinamos
E Hoje esquecemos o caminho do trono.
Provando que nunca fomos reis de nada,
Constatando que nunca existiu o "nós" em nada,
Era apenas eu fazendo nós em tudo...
Finda-se a terceira vigília,
A dama da solidão faz-se presente,
Observando bem de perto cada giro do ponteiro,
Sabendo que a noite será sua companhia,
Na hora de ir embora,
Assim que raiar o dia
E o dia sempre vem...

