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domingo, 12 de outubro de 2014

Falsa Quietude



Minha Angustia Atropela,
Minha Rejeição apela às barbáries,
Minha Ansiedade desdenha da sua Paciência.

Descrevo Dores como sabores,
Degusto Amores sustentados por paredes Imaginárias,
Formadas em colunas de Vivências precárias.

O Inverso das Minhas Preocupações
É enfatizado no Seu Olhar,
Minha Falsa Tranquilidade reflete
Nas Palavras de uma declaração de Amor
Nunca Dita!

sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

Nublado



Nos primeiros devaneios do dia vejo um céu mais escuro,
A Lua some por detrás do muro e o Sol nasce ainda obscuro.
Minha primeira ordem é levante e lute. Mude se ajunte a esse povo no mute.
As vezes que você repetiu que eu não estava enquadrado, ainda soam na minha cabeça.
Como um fardo, um atraso. Mas pensa no caso...
- Que ferramentas você tem ao lado?
Caneta e um papel rabiscado.
- Desencoste desse chão de água encharcado e escreva um bocado.
Só isso não é suficiente, Ela é muito mais exigente.
Tem um perfume atraente,
Uma risada com um ecoar intermitente,
Um sorriso que derruba qualquer malandro, que sem querer retribui o sorriso,
Como um comando.
Me debando, não resisto, mas insisto e logo desisto.
- Cadê tua calma? Tua indiferença? Dizia que teu modelo não demostrava fraqueza?
- Quando ela passa teu coração parece que salta de frequência? Ou será só aparência?
Perdoe-me. Dela não consigo esconder o olhar,
Meu respirar se modifica,
Toda minha fraqueza fica aparente, de repente.
Apesar de sempre dizer, “a essa corja não me juntarei”
Assumo que por ela eu mudarei...
Ou um novo erro, propositalmente, Cometerei